A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de dois jovens de 16 anos pela alegada prática dos crimes de incêndio, furto qualificado e tráfico de estupefacientes, na sequência de um fogo numa instituição social da Ribeira Grande, Açores.

Em comunicado, o Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada da PJ informa que os factos ocorreram na terça-feira, nas instalações de uma instituição de apoio social, quando os detidos, “depois de ali entrarem por escalamento, furtaram diversos bens de valor elevado, tendo seguidamente, e com propósito de destruição de vestígios, ateado fogo ao local”.

“Em resultado desta conduta, as chamas danificaram todo o interior do edifício e colocaram em perigo casas contíguas, o que só foi evitado pela pronta intervenção dos bombeiros”, adianta o comunicado citado pela Lusa.

Segundo a PJ, as diligências das autoridades permitiram identificar e localizar os suspeitos, que contaram ainda com a colaboração de uma jovem de 17 anos, também identificada e constituída arguida.

Os detidos, ambos estudantes, “com perfil de risco e já referenciados pela polícia, foram sujeitos a primeiro interrogatório judicial” para a eventual aplicação de medidas de coação.

À agência Lusa, fonte da PJ explicou que os suspeitos utilizaram “carga combustível, mormente roupa que juntaram e à qual atearam fogo com isqueiro”, e adiantou que os arguidos furtaram “vários tipos de objetos”, destacando equipamentos informáticos.

Na terça-feira, um incêndio destruiu parcialmente duas salas de uma valência para jovens do Centro de Apoio Social e Acolhimento (C.A.S.A) Bernardo Manuel Silveira Estrela, sem provocar vítimas.

O comandante dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, José Nuno, disse que "o alerta foi dado por um vizinho” pelas 07:50 locais" (08:50 em Lisboa) e indicou que "o incêndio terá começado numa sala do edifício constituído por dois pisos" e localizado na freguesia da Conceição, na Ribeira Grande, costa norte da ilha de São Miguel.

O presidente da C.A.S.A, Marco Sousa, explicou na ocasião que o incêndio "não ocorreu no edifício sede" da instituição, mas "num imóvel onde funciona a valência Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil" que trabalha diariamente com "jovens entre os 16 e 21 anos em situação de absentismo escolar e de risco."

Segundo Marco Sousa, o incêndio provocou "danos avultados na estrutura do edifício e danificou material de música, como guitarras e baterias, havendo ainda o registo de furto de alguns computadores portáteis".

A C.A.S.A é uma instituição centenária com cinco valências, apoiando 200 utentes, entre crianças e jovens.