Um homem de 31 anos foi detido em flagrante delito, em Coimbra, suspeito da prática do crime de pornografia de menores através da Internet, anunciou esta sexta-feira a Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ).

Em comunicado, a PJ explica que «detetou, nos sistemas informáticos e telemóveis utilizados pelo suspeito, conversações, fotografias e vídeos de cariz sexual envolvendo menores que obteve em contactos estabelecidos através das redes sociais, material que lhe foi apreendido».

Segundo a Diretoria do Centro, o arguido, solteiro, desempregado e sem antecedentes policiais ou criminais, aguarda o desenrolar do inquérito em liberdade, condicionada à obrigação de apresentações semanais às autoridades e à proibição de acesso à Internet.

Fonte da PJ adiantou que a investigação foi iniciada em março de 2013, após a apresentação de queixa pelo pai de uma menor.

«O indivíduo mantinha conversas via Skipe e Facebook com as menores, conversas que eram de cariz sexual, e, depois de ganhar a confiança destas, começava a solicitar fotografias e vídeos em poses mais atrevidas», afirmou esta fonte.

Num dos casos, o arguido «tentou convencer uma menor a ir ter com ele, mas a menor não foi».

«Ainda estamos a analisar o material apreendido, por isso é cedo para dizer quantas menores terão sido vítimas deste crime, mas a PJ presume que haja várias vítimas», acrescentou, esclarecendo que foram confiscados «computadores, CD, discos externos e vários telemóveis ao arguido, todos eles contendo esse tipo de imagens».

De acordo com a PJ, o perfil que o suspeito utilizava no Facebook «não seria falso numa primeira fase, mas, a determinada altura, quando passou a ameaçar as menores da divulgação na Internet das imagens, criou um perfil falso de uma mulher para estas situações».

«As conversas e a troca de imagens eram feitas através do Facebook e do Skipe», declarou a fonte da Judiciária, que admitiu a possibilidade de surgirem novas queixas dado o conhecimento público do caso.

A PJ aconselha os pais de menores para «estarem atentos às atividades dos filhos na Internet», alertando «a comunidade em geral que quer a simples posse, quer a partilha de ficheiros de cariz sexual envolvendo menores, é crime».