O diretor do Hospital das Forças Armadas (HFAR), Silva Graça, assegurou hoje que a instituição está a colaborar com a Justiça e aguarda as conclusões da investigação da Polícia Judiciária Militar a suspeitas de crime de corrupção.

«O Hospital vai aguardar que a investigação que foi levada a cabo pela Polícia Judiciária Militar possa tirar as suas conclusões e dizer se existem ou não condições para considerar algumas pessoas como arguidos e levar o processo a tribunal. O Hospital aguarda que tudo isso lhe seja transmitido», afirmou Silva Graça.

O diretor do HFAR afastou a possibilidade de promover qualquer iniciativa a nível interno antes de haver resultados da investigação, afirmando que o que «o Hospital tem a fazer é colaborar com a investigação e aguardar os resultados».

«Também não podemos, antes de haver essas conclusões, estar a tomar atitudes pressupondo que as pessoas são culpadas antes de a prova estar feita», disse Silva Graça, após questionado pelos jornalistas à margem de uma visita dos deputados da comissão parlamentar de Defesa Nacional às instalações daquela unidade hospitalar.

A Polícia Judiciária Militar realizou terça-feira buscas e apreensões de documentos em instalações hospitalares, residências de médicos e empresas por suspeitas de crimes contra o Estado, corrupção passiva e ativa.

De acordo com um comunicado da PJM, os suspeitos destas «condutas ilícitas criminais» terão desenvolvido «um esquema, do qual lograram conseguir vantagens patrimoniais, causando avultados prejuízos aos subsistemas de assistência na doença» aos militares e aos funcionários públicos.

Segundo a SIC, entre as unidades alvo de buscas esteve o Hospital das Forças Armadas, no Lumiar.

O major-general salientou que «têm sido detetadas outras situações semelhantes no âmbito da Saúde» o que demonstra que «é necessário um controlo mais rigoroso».