A Polícia Judiciária (PJ) anunciou, esta segunda-feira, a detenção de um homem suspeito de burla qualificada, que era funcionário de um banco em Loulé e se terá apropriado indevidamente de cerca de um milhão de euros.

Fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que o homem «se aproveitou da sua condição de gestor de conta de duas idosas, com idades superiores 80 anos», para «requisitar cheques em seu nome, falsificar assinaturas e levantar ou depositar esses montantes».

O homem, com 52 anos, foi já ouvido em tribunal e foram-lhe aplicadas como medidas de coação apresentações periódicas às autoridades policiais da sua área de residência, a proibição de se ausentar do país e a apreensão do passaporte, refere a Polícia Judiciária (PJ) num comunicado.

Na nota da diretoria do sul, a PJ explica que, «desde 2001, o arguido, bancário em Loulé, mediante o falso preenchimento de cheques de clientes do banco, depositava-os na sua conta e embolsava o respetivo valor».

De acordo com a mesma fonte ouvida pela Lusa, o detido «conseguiu que as duas senhoras confiassem nele» e «deslocava-se às suas casas», evitando que as idosas fossem à dependência bancária onde trabalhava e se apercebessem da burla.