A Polícia Judiciária anunciou a detenção de 17 suspeitos da prática dos crimes de associação criminosa, usura, coação, extorsão, incêndio, sequestro, roubo, ofensas à integridade física, contrafação de roupa e posse ilegal de armas de fogo.

O Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda refere em comunicado que os suspeitos foram detidos no âmbito de uma operação realizada em vários locais do país.

No decurso da operação agora realizada nas localidades de Alter do Chão, Gáfete, Alpalhão, Castelo Branco, Covilhã e Guarda, foram apreendidos cerca de vinte mil euros em dinheiro, dez viaturas automóveis, armas de fogo e munições ilegais, milhares de peças de roupa contrafeita e vasta documentação alusiva à principal atividade delituosa em investigação", acrescenta o comunicado.

De acordo com a Judiciária, os vários crimes "vinham ocorrendo em várias localidades dos distritos da Guarda, Castelo Branco e Portalegre, pelo menos desde agosto de 2016".

Na investigação, que se prolongou por nove meses, "foram identificadas cento e quarenta vítimas daquele tipo de crimes, catorze das quais admitiram a sua condição de vulnerabilidade e de efetivos lesados pela referida associação criminosa".

O grupo, de acordo com a Judiciária, operava de forma a obter "elevadas e desproporcionadas vantagens patrimoniais, explorando situações de necessidade dos lesados".

Os detidos, com idades compreendidas entre os 19 e os 72 anos, vão ser sujeitos a um primeiro interrogatório judicial para sujeição a medidas de coação adequadas.

Na operação, o Departamento de Investigação Criminal da PJ da Guarda contou com o apoio das Diretorias do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, bem como de várias equipas do Grupo de Intervenção de Operações Especiais e dos Núcleos de Investigação Criminal da GNR, em especial dos Comandos Territoriais de Portalegre e Castelo Branco, assim como de vários elementos da PSP da Guarda.