Por: Redacção / SM | 6- 9- 2010 18: 53
A PJ acredita que Portugal está nas rotas clássicas de falsificação internacional de pintura, após ter procedido à maior
apreensão de sempre de quadros falsos de pintores internacionais, incluindo Picasso, Miró e Renoir, avança a agência Lusa.
Este
é um dos aspectos mais relevantes hoje sublinhados numa conferência de imprensa realizada nas instalações da PJ, em Lisboa,
onde foram exibidas as obras, na sequência da divulgação do caso, que envolveu a detenção de um indivíduo em Cascais, na posse
das peças de arte.
«Até agora, a maioria dos casos de falsificação de pintura detectados em Portugal era de artistas
portuguesas ou de alguma forma relacionados com Portugal», indicou o inspector da PJ João Oliveira.
Maria Helena
Vieira da Silva, Mário de Cesariny, Artur Bual e Cargaleiro são alguns dos artistas portugueses que têm sido alvo de falsificação
frequente em Portugal, exemplificou o responsável.
Na operação desencadeada há três semanas, a PJ acabou por realizar
buscas à residência do suspeito de 55 anos que viriam a culminar na apreensão das 27 obras de arte.
As telas copiam
obras já existentes ou imitam o estilo de outros grandes nomes da pintura como Renoir, Chagall, Matisse e Caravaggio.
Esta
é considerada a maior apreensão de sempre de arte falsificada em Portugal, bem como de diversos certificados que visavam atestar
a pretensa originalidade dos trabalhos.
O suspeito, que já estava referenciado pela polícia, foi detido e presente
a Tribunal, tendo ficado sujeito a medidas e apresentações periódicas no posto policial da área de residência.
A
PJ apurou ainda que algumas obras terão já sido vendidas e fez um alerta a todos os cidadãos que tenham adquirido recentemente
pinturas de artistas de renome que contactem as autoridades.
Algumas obras tinham já sido introduzidas nos circuitos
de venda e terão sido expostas em leiloeiras de Lisboa que a PJ se escusou a especificar.
«A falsificação de quadros
tem estado muito em voga, mas o que torna esta apreensão importante é o facto de ser de tão grandes dimensões e apresentar
grandes nomes da pintura universal», salientou o inspector.
A PJ adiantou que esta operação vai continuar em curso
porque acredita que estarão outras pessoas envolvidas.
Do conjunto de quadros apreendidos, de várias dimensões, destacam-se
seis obras com a assinatura de Picasso, alguns desenhos e outras pinturas sobre papel, todas elas presumivelmente falsas.
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