O trabalhador de 42 anos que morreu numa pirotecnia de Penafiel, nesta quinta-feira, foi projetado pela explosão cerca de 20 metros.

«Dirigimo-nos para o paiol afetado, do qual já não resta muito, e deparámo-nos com o cadáver no chão, que tinha sido projetado cerca de 20 metros, completamente desfigurado», contou à Lusa a comandante em exercício dos Bombeiros de Entre-os-Rios, Isaura Rocha.

Falando junto às instalações da empresa de Rio Moinhos, Penafiel, Isaura Rocha acrescentou que a explosão foi sentida no quartel da corporação, situado a vários quilómetros de distância.

Quando os bombeiros chegaram ao local, «os trabalhadores da empresa estavam todos emocionados e em estado de choque», descreveu.

Isaura Rocha explicou que o local da explosão é «onde se manuseia os explosivos mais perigosos».

Aludindo a informações que recolhera na empresa, confirmou que a vítima era muito experiente e que estava habituada a realizar aquela tarefa.

Para o local, acrescentou, foi chamada uma equipa de enfermeiros do INEM para prestar apoio psicológico aos familiares da vítima, nomeadamente à esposa e irmãos, também funcionários.

Questionada sobre as condições de funcionamento da pirotecnia, disse reunir «excelentes condições de segurança».

A explosão ocorreu cerca das 10:00 e, para além da vítima mortal, não houve feridos a registar.