O quadro de José Malhoa «Barraca de praia com figuras», datado de 1919, foi rematado por 80 mil euros, no leilão realizado no início da semana, segunda e terça-feira, em Lisboa, anunciou esta quartqa-feira a leiloeira.

O óleo sobre tela colada em madeira, com as dimensões 25x33 centímetros, de José Malhoa, tinha um valor de licitação previsto entre os 60 mil e os 90 mil euros.

Outro lote rematado acima dos 50 mil euros foi um contador Namban, de madeira integralmente revestida a laca negra, decoração com incrustações de madrepérola e pinturas a ouro, ferragens em cobre gravado com restos de dourado, do período Momoyama (1573-1615). O contador foi rematado por 52 mil euros, um valor muito acima do da licitação prevista, que oscilava entre os 25 mil e os 37,5 mil euros.

Foram ainda rematados um óleo sobre tela de Carlos Botelho, por 45 mil euros, e um óleo sobre tela colada em madeira, de João Vaz, por 28 mil.

O óleo de Botelho «Vista de Lisboa ¿ Costa do Castelo com Palácio Vila Flor», datado de 1944, com a dimensão de 83X79,5 centímetros, tinha um valor de licitação entre os 45 mil e os 67,5 mil euros, enquanto o óleo de João Vaz (1859-1931) «Marinha ¿ Barcos e figuras junto ao cais», sem data, com a dimensão de 34X56 centímetros, foi à praça com uma valor entre os 35 mil e os 52,5 mil euros.

Entre os lotes rematados, a Cabral Moncada Leilões destacou também um par de brincos em ouro, cravejados com dois diamantes em talhe antigo «pera» e quatro outros também em talhe antigo, de produção portuguesa do século XIX. Este par de brincos foi à praça com um valor entre os 20 mil e os 30 mil euros, tendo sido rematado por 28 mil euros.

Outros lotes rematados foi um defumador em metal cloisonné, do século XVIII, por 25 mil euros, e um colar em prata e ouro, cravejado com crisólitas, de fabrico português de finais do século XVIII, por 21 mil euros.