Por: Redacção / HB | 28- 1- 2009 20: 42
O «caso Freeport» que está sob investigação «está na moda, mas é um caso como tantos outros», referiu esta quarta-feira
o Procurador-Geral da República (PGR) ao ser confrontado com questões dos jornalistas sobre o processo, noticia a Lusa.
Veja
as declarações em vídeo aqui
«Agora a comunicação social pegou no caso Freeport. Isso é por épocas: temos
a época Casa Pia e agora, em vez de ser o futebol, é o caso Freeport», referiu Pinto Monteiro, depois de ser recusar a fazer
comentários sobre alguns aspectos do processo.
«O caso Freeport é um caso como tantos. Há 70 mil só no DIAP [Departamento
de Investigação e Acção Penal] de Lisboa», acrescentou.
«Há que esperar com a serenidade de um país democrático
o desenrolar das investigações», disse, ressalvando que há «prioridade de aceleração» quando, como no caso, há suspeitas lançadas
«sobre um político».
«É assim em todo o mundo», sublinhou, reafirmando que «não há nenhum ministro deste ou do
anterior governo que seja arguido».
Sigilo bancário
Pinto Monteiro recusou-se a comentar em concreto
se o levantamento de sigilo bancário ajudaria à investigação.
De uma forma genérica, defendeu que «tem que haver
segredo bancário». «Não podemos andar a espiolhar contas sem um motivo sério», acrescentou.
«O sigilo bancário
pode ser levantado em muitos casos. Enquanto juiz, durante muitos anos, por várias vezes pedi o levantamento de segredo bancário
e foi levantado», sublinhou o Procurador-Geral da República.
No entanto, considerou que «o levantamento do segredo
bancário deve ser mais facilitado, em casos justificados».
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