O presidente do conselho de administração da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, destacou o «papel fundamental» de Emídio Rangel na história da rádio e televisão privadas em Portugal, nomeadamente na SIC.

«Lamento a perda de Emídio Rangel. Apesar das divergências que a partir de determinado momento tivemos e que foram públicas, quero sublinhar o papel fundamental que teve na história da rádio e da televisão privadas em Portugal, nomeadamente na construção da SIC», afirmou Francisco Pinto Balsemão numa declaração.

Além da sua ligação ao nascimento da TSF, Rangel foi ainda um dos rostos da construção da SIC.

Em fevereiro de 1992, Francisco Pinto Balsemão convidou Emídio Rangel para um novo desafio profissional, enquanto diretor de informação da SIC. Rangel pediu 48 horas para refletir e aceitou o convite, assumindo em abril do mesmo ano o cargo. No entanto, com a saída de Maria Elisa da direção de programas da SIC, passa a acumular as duas direções a partir de agosto do mesmo ano.

Rangel ficaria à frente da informação e dos programas até agosto de 2001, ano em que acumulou ainda o cargo de diretor-geral de Conteúdos da estação de Carnaxide, até setembro.

Um ano antes, Emídio Rangel tinha recusado o programa Big Brother, que o seu rival da TVI, José Eduardo Moniz, agarrou e fez disparar as audiências da estação de televisão de Queluz.

A guerra pelas audiências entre a SIC e a TVI, protagonizadas pelos «titãs» dos privados Emídio Rangel e José Eduardo Moniz, acabaria por favorecer este último, que à boleia do Big Brother arrancou bons resultados.

Rangel ficaria na SIC até setembro de 2001, uma saída que o mercado tinha vindo a prenunciar nos últimos meses.

O jornalista, fundador da TSF e ex-diretor-geral da SIC e da RTP, Emídio Rangel morreu esta terça-feira, aos 66 anos, vítima de doença prolongada no Hospital Egas Moniz, Lisboa, onde estava internado há 15 dias, disse à Lusa fonte próxima da família.

O velório realiza-se na quinta-feira a partir das 17:00 na Basílica da Estrela e o funeral na sexta-feira.