A GNR mantém esta noite o mesmo dispositivo das últimas horas no terreno para tentar deter o suspeito dos assassínios de Aguiar da Beira, com a preocupação de "garabntir a segurança das populações".

O responsável das Relações Públicas da GNR, major Mário Cruz, adiantou à agência Lusa que se “mantém o mesmo dispositivo que está a realizar ações de patrulhamento para localizar o presumível homicida”, acrescentando que estas se estendem até Vila Real.

Neste momento, o objetivo da GNR é o de “garantir a segurança das populações” para que “não se sintam inseguras” com os acontecimentos dos últimos dias.

Entendemos que a população esteja preocupada com esta situação”, declarou.

A operação envolve também elementos da Polícia Judiciária (PJ), responsável pela investigação do caso, uma vez que houve mortes e uso de armas de fogo.

A GNR e a Polícia Judiciária prepararam uma operação especial para avançar durante a noite, na zona das aldeias de Ludares, Gache e Carro Queimado, em Vila Real, para tentar encontrar Pedro João Dias, mais conhecido como “Piloto”, suspeito dos crimes de Aguiar da Beira.

As autoridades terão recebido uma informação credível sobre o paradeiro do homem, pelo que a detenção pode estar para breve.

Durante a tarde desta quarta-feira, as autoridades realizaram buscas na Quinta da Gregoça, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, porque seria um lugar frequentado pelo suspeito dos crimes de Aguiar da Beira.

O proprietário da Quinta da Gregoça disse que não o vê há seis ou sete anos. "Desde que ele foi para África do Sul, isto há seis ou sete anos, que não o vejo, apenas falo com ele ao telefone três a quatro vezes por ano. Aliás, nem sabia que ele tinha tido um bebé”, contou.

O dono da quinta afirmou que desde que aconteceram os crimes em Aguiar da Beira que a GNR faz visitas diárias ao local, tendo inclusive já sido interrogado.

Na semana passada um militar e um civil foram assassinados a tiro em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, onde também um outro militar e uma civil ficaram feridos com gravidade.

Já durante a tarde, na zona de Candal, um outro militar da GNR foi também ferido com uma arma de fogo.

O presumível homicida encontra-se, desde então, em fuga, apesar das operações policiais em curso para o capturar.