A procuradora-geral da República defendeu esta quinta-feira que, nos processos mediáticos, os magistrados devem ter «a calma suficiente» e a «ponderação para desempenharem as suas funções de maneira correta e rigorosa», porque os processos «têm os seus tempos próprios».

Questionada sobre a forma como o Ministério Público deve atuar nos processos mediáticos, Joana Marques Vidal referiu que muitas vezes são publicadas determinadas afirmações e factos que «em nada correspondem aquilo que efetivamente se passa» e que «um magistrado deve ter a calma suficiente, a ponderação para desempenhar as suas funções de maneira correta e rigorosa, porque os processos têm os seus tempos próprios».

«Nós (os magistrados) temos que fazer o nosso trabalho de uma forma rigorosa, isenta, ponderada e temos que fazer os nossos comentários ou as nossas considerações de acordo com aquilo que são as competências legais no sítio próprio», disse, aludindo ao trabalho do magistrado no âmbito do inquérito.

De acordo com Lusa, a PGR falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura, em Lisboa, de um protocolo com a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.