O Ministério Público garante que vai até às últimas consequências na investigação das adoções irregulares feitas pela IURD - Igreja Universal do Reino de Deus, que foram denunciadas na série de reportagens da TVI "O Segredo dos Deuses"

No âmbito do inquérito nada deixará de ser investigado, o que permitirá apurar todos os factos e eventuais responsabilidades dos magistrados.

Em nota à comunicação social, o MP começa por remeter para o currículo da Procuradora-Geral da República, que se encontra divulgado no Portal do Ministério Público, e que adianta que Joana Marques Vidal "exerceu funções no Tribunal de Família e de Menores de Lisboa entre 1994 e 2002, tendo, durante parte desse período, assumido a coordenação dos magistrados do Ministério Público".

A 20 de dezembro, Joana Marques Vidal disse que os "factos que têm vindo a público sobre a IURD são graves" e que a abertura de uma auditoria interna na PGR vai "fazer o levantamento de todos os casos existentes".

O inquérito-crime relativo ao "eventual encaminhamento irregular para adoção de crianças acolhidas num lar da Igreja Universal do Reino de Deus" está em curso e "reveste-se de uma natureza própria de uma auditoria".

Tem por objeto exatamente a atuação funcional do Ministério Público em todas as suas vertentes, tendo em vista examinar os procedimentos então adotados e analisar todas as intervenções desenvolvidas nos respetivos processos".

O inquérito está a cargo de um inspetor do Ministério Público, que funciona junto do Conselho Superior do Ministério Público.

Na mesma nota, o Ministério Público apela a que "todos os que tenham conhecimento de factos relacionados com as alegadas adoções ilegais" enviem essa informação por correio ou correio electrónico, com a referência “Processo 11.261/17”, para:

  • Secção de Apoio ao Conselho Superior do Ministério Público Procuradoria-Geral da República Rua da Escola Politécnica, n.º 140 1269-269 Lisboa
  • Email: correiopgr@pgr.pt