O Tribunal da Relação do Porto confirmou a pena de cinco anos e três meses de prisão efetiva a um de 14 arguidos por aquisição, detenção e comercialização ilegal de armas de fogo, adiantou a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

Os restantes arguidos, com idades compreendidas entre os 33 e 59 anos, foram condenados a penas entre os nove meses e três anos e nove meses de prisão, suspensa na sua execução, e outros dois absolvidos, penas igualmente atestadas pela Relação.

O coletivo de juízes do Tribunal São João Novo, no Porto, interditou ainda os arguidos de usarem armas de fogo durante quatro anos, pena acessória diminuída para três anos pela Relação.

Os crimes foram cometidos entre 2010 e 2011 e os suspeitos agiam como vendedores, compradores ou meros intermediários e, quando falavam entre si, referiam-se às armas usando expressões como “carro, carocha, carrinha, Mercedes”, conforme o seu calibre, para despistar uma eventual intervenção policial.

A troca, venda ou empréstimo das armas era feita de forma clandestina em diferentes cidades e “pontos de encontro” com o objetivo de obter lucros.