A Ordem dos Médicos alertou, nesta quarta-feira, para o aumento da possibilidade de erro devido às sucessivas falhas e enganos da Prescrição Eletrónica de Medicamentos (PEM), que estão a levar os médicos a voltar à prescrição manual.

Os médicos voltaram a ter de prescrever à mão, sem acesso ao histórico do doente e sem acesso a receitas triplas, agravando o trabalho e aumentado a possibilidade de erro”, afirma a Ordem em comunicado.

Para esta organização, “as sucessivas falhas e erros da PEM colocam em causa a segurança dos doentes no ato da emissão e renovação de receituário e, muitas vezes, impedem a sua dispensa na farmácia, obrigado os doentes ou os seus familiares a efetuarem mais deslocações e a perder tempo e dinheiro”.

“É inacreditável o número de dias em que a PEM não funciona convenientemente, provocando enormes perdas de tempo e contribuindo para a desmotivação e o desnecessário cansaço dos médicos”, adianta.

A Ordem esclarece que “os médicos apoiam a informatização da saúde, mas exigem que seja feita por gente competente e empenhada”.

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), responsável pela aplicação da PEM, não fazem, segundo a Ordem dos Médicos, “ideia do desastre que representa para uma consulta médica não ter acesso à informação anterior do doente”.