Peixes de várias espécies, como carpas, barbos ou achigãs, apareceram mortos no rio Ardila, no concelho de Moura, revelou a União de Freguesias de Moura e Santo Amador, que comunicou o caso às autoridades competentes.
 

“Fomos alertados, esta manhã [quarta-feira], por alguns pescadores que encontraram os peixes e comunicaram o problema, por estarem preocupados. O nosso pessoal deslocou-se ao local e fez o levantamento e registo fotográfico”, disse à agência Lusa o presidente da União de Freguesias, Álvaro Azedo.


Segundo o autarca, que disse já ter informado as autoridades, trata-se de “alguns milhares de peixes que apareceram mortos na zona do Porto de Santo Amador”, nas margens do rio.

Contactado pela Lusa, o Comando Territorial de Beja da GNR disse que elementos do Núcleo de Moura do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) estiveram no local e “constataram a existência de peixes mortos”, mas não especificou a quantidade encontrada.
 

“Esta situação já ocorreu em anos anteriores, no verão”, lembrou um responsável da GNR, referindo: “Pressupõe-se que o motivo recorrente” seja causado pela “redução do caudal” do rio, o que “provoca a falta de oxigenação dos peixes, levando à sua morte”.


A União de Freguesias, que se refere a este caso como um “desastre ambiental”, precisou ter informado o Ministério do Ambiente e os serviços da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e solicitado, “com caráter de urgência, uma investigação e o apuramento de eventuais responsabilidades”.

Álvaro Azedo, em declarações à Lusa, escusou-se a avançar qualquer hipótese para esta mortandade, mas também recordou que, no passado, “este tipo de problema no rio já aconteceu”.

E, agora, “estamos a falar de carpas, barbos, bogas, achigãs e outros peixes que apareceram mortos. É uma situação preocupante porque não sabemos o que é que está aqui em causa”, referiu.

O autarca afirmou ainda que a União de Freguesias informou a população de que, por enquanto, deve “evitar a pesca ou banhos no Ardila, naquela zona e a montante do Porto de Santo Amador”.

“Gostava que me descansassem em termos de saúde pública. As pessoas gostam de ir à pesca e de tomar banho no rio, mas neste momento é melhor que não o façam, até que as autoridades digam que é seguro”, sublinhou.


A retirada dos peixes mortos é “competência da APA”, afirmou ainda, manifestando disponibilidade da União de Freguesias para colaborar nesse processo.

A Lusa contactou a Agência Portuguesa do Ambiente, a propósito deste caso, mas, até ao momento, o organismo não prestou esclarecimentos.