O Ministério Público está a investigar as circunstâncias da morte de uma mulher, que faleceu esta quarta-feira, depois de ter sido atropelada e ter ficado gravemente ferida na sequência dos incêndios de Pedrógão Grande, a 17 de junho, confirmou à TVI fonte da Procuradoria-Geral da República.

A vítima, com cerca de 60 anos, estava internada, no Hospital da Universidade de Coimbra (HUC) , há mais de cinco meses. A mulher  deslocava-se numa cadeira de rodas e quando fugia das chamas, acompanhada por um neto, acabou por ser atropelada, ficando gravemente ferida.

Contactada pela TVI, fonte da Proteção Civil adiantou que “a vítima não estava na lista dos feridos dos incêndios” de Pedrógão Grande e que a informação de que dispunha, por parte das autoridades de saúde, era de que “a lista de vítimas não tinha sofrido alterações”.

A TVI pediu esclarecimentos ao Ministério Público que numa nota enviada adianta que as autoridades estão a investigar “se existe nexo de causalidade com os incêndios”.

“As circunstâncias que rodearam a morte estão a ser objeto de investigação, encontrando-se o Ministério Público a recolher elementos com vista a apurar se existe nexo de causalidade com os incêndios, “, lê-se no esclarecimento.

A mulher será assim a segunda vítima indireta dos fogos de Pedrógão Grande, podendo vir a fazer parte da vista oficial de vítimas, caso a investigação assim o determine.

Dois grandes fogos florestais deflagraram em 17 de junho em Pedrógão Grande, distrito de Leiria,  e Góis, distrito de Coimbra, alastrando a outros concelhos vizinhos.

Segundo os dados oficiais, morreram 64 pessoas e mais de 250 ficaram feridas. Na altura registou-se ainda a morte de uma mulher que também foi atropelada ao fugir das chamas e que também está a ser investigada pelo Ministério Público.