A bombeira de 24 anos de Castanheira de Pera que ficou ferida no incêndio de Pedrógão Grande, teve alta hospitalar esta sexta-feira, dois meses depois do fatídico fogo que matou 64 pessoas e feriu mais de 200. A bombeira já regressou a casa.

A 20 de junho, quando se deslocou ao hospital, o Presidente da República ficou "impressionado" com a bombeira internada que queria voltar ao serviço o mais depressa possível. 

Chegou hoje aqui a Castanheira, tem as pernas ainda com algumas ligaduras mas está bem. Agora só o tempo [para recuperar totalmente]", disse à Lusa o comandante da corporação, José Domingues.

A bombeira estava em tratamento numa unidade de cuidados continuados de Leiria, depois de ter estado internada no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

"Está otimizada, é sempre bom tê-la aqui. Agora esperamos que os dois que faltam regressem a casa logo que possível", acrescentou o comandante José Domingues, numa alusão aos bombeiros de Castanheira de Pera que permanecem internados, um no hospital de Santa Maria (Lisboa) e outro no hospital de São João (Porto).

Em Santa Maria, "a recuperar bem" e já em programa de fisioterapia está o pai de Fernando Tomé, o jovem bombeiro de 22 anos que também ficou ferido no mesmo incêndio e teve alta hospitalar no dia 8.

Já no hospital de São João permanece Rui Rosinha, 51 anos, cuja recuperação decorre "um bocadinho mais lentamente", adiantou.

No incêndio que eclodiu em Pedrógão Grande morreu um bombeiro da mesma corporação de Castanheira de Pera: Gonçalo Correia, 40 anos, não resistiu aos ferimentos graves que sofreu e faleceu, dias depois, no CHUC, onde estava internado.