O Presidente da República justifica as diversas visitas aos concelhos da região Centro atingidos em junho pelos incêndios com o facto de ser preciso que “o Portugal metropolitano não esqueça” e que vai estar no terreno com frequência para cruzar informações. É preciso, insistiu, exigir o apuramento do que provocou a tragédia de junho.

“É diferente acompanhar à distância de acompanhar no terreno”, argumentou Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo que ainda é cedo para saber se a ajuda está a chegar de forma adequada às populações. Garantiu, porém, que vai estar no terreno para cruzar informações com o que lhe é dito em Lisboa.

Rm Alváres, no concelho de Góis, um dos municípios atingidos pelos fogos que ocorreram em junho na região Centro e que afetaram, sobretudo, Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, o Presidente da República informou os jornalistas que planeia deslocar-se mais vezes à região nas próximas semanas.

Tenciono vir periodicamente a esta área, ainda este mês”

A próxima visita será num concelho diferente, adiantou desde já.

De recordar que o incêndio em Pedrógão Grande, que deflagrou a 17 de junho, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos. Só foi dado como extinto uma semana depois.

Dez feridos continuam internados em hospitais e um numa unidade de cuidados continuados.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra e Penela.