Uma mancha negra é o que se vê daquela que era a casa de Edite, em Vale da Nogueira.  A moradia foi consumida, totalmente, pelo enorme incêndio que já matou, pelo menos, 61 pessoas no concelho de Pedrógão Grande, distrito de Leiria.

Perdi tudo, tudo, não tenho nadinha, a não ser os carros". 

Foi nessas viaturas que conseguiu fugir, com a família, para Vila Facaia, "ao pé das escolas e dos jardins, porque lá havia água", contou ao repórter da TVI, no local, Emanuel Monteiro.

Fui buscar aquele porco, mas entretanto levantou-se o vento. A gente tentou salvar os animais, mas deixámos o animal ali, e vimos que não tínhamos outra hipótese que não a de fugir com os carros e isto acabou por arder tudo"

Queixa-se de falta de ajuda dos bombeiros e da junta de freguesia: "Não apareceu um bombeiro sequer. Só à uma da manhã, apareceu um bombeiro em Vale da Nogueira. Aqui nem um único, nem presidente da junta, nem sapadores, nada, ninguém ninguém que me conseguisse ajudar a salvar a casa".

Não tenho a mínima ideia do futuro. Estou partida de pernas e braços. E neste momento, nem dinheiro tenho".

Nem dinheiro, nem roupa, esta mulher conta agora com o apoio da irmã, cuja casa escapou às chamas.

O primeiro-ministro, António Costa, já deu a indicação de que há 400 operacionais da Segurança Social disponíveis para apoiar as vítimas, "tanto em termos de alojamentos de emergência, quer para apoios sociais que sejam necessários".

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