Portugal vai receber 180 milhões de euros de verbas europeias para combate à pobreza e exclusão social, no âmbito do Fundo de Auxilio Europeu às Pessoas mais Carenciadas (FEAD), anunciou esta teraça-feira o ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

«Hoje mesmo foi aprovado, em Bruxelas, o Fundo de Auxílio Europeu às pessoas mais carenciadas, um fundo de cerca de 180 milhões de euros para apoiar o fornecimento de produtos alimentares e outros produtos de primeira necessidade às famílias com maiores necessidades», anunciou Pedro Mota Soares, como cita a Lusa.

O ministro falava no decorrer da cerimónia de assinatura do terceiro Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário, presidida pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e com a presença dos ministros da Educação e Ciência, Saúde e da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

O comunicado da Comissão Europeia fala em 176,9 milhões de euros «a preços correntes para o período de 2014-2020 para apoiar o fornecimento de produtos alimentares e outros artigos para uso doméstico e de higiene básica”, aos quais acresce 31,2 milhões de euros “de recursos nacionais».

A Comissão Europeia adianta que esta verba será usada de forma idêntica ao anterior Programa de Distribuição de Alimentos às Pessoas Mais Carenciadas (MDP), que, desde 2006, forneceu alimentos às pessoas mais carenciadas.

«A ajuda alimentar será complementada com bens essenciais, tais como produtos de higiene, vestuário, calçado e artigos escolares. Além disso, as organizações parceiras irão promover medidas de acompanhamento para incentivar a integração social dos mais carenciados», diz a Comissão Europeia.

O FEAD foi lançado em janeiro de 2014 com 3,8 mil milhões de euros para o período 2014 a 2020, sendo o seu principal objetivo «quebrar o círculo vicioso da pobreza e da privação».