O Tribunal de Ponta Delgada julgou esta terça-feira, à porta fechada, e sem a presença do arguido, que está em parte incerta, um homem acusado de abuso sexual das duas filhas, tendo o Ministério Público pedido uma pena efetiva de prisão.

Apesar de ter sido notificado, o homem, de 48 anos, voltou a não comparecer no tribunal.

O arguido foi detido em junho de 2012, mas ficou com termo de identidade e residência e a obrigação de se manter afastado da residência, na Lagoa, ilha de São Miguel, onde ocorreram os alegados crimes, entre 2008 e 2012.

O homem está acusado pelo Ministério Público de três crimes continuados na forma agravada a duas filhas, que na altura dos factos tinham 15 e 14 anos.

De acordo com a acusação, estes alegados abusos começaram com filha mais velha, quando estavam sozinhos na residência e o homem terá repetido este comportamento até à institucionalização da menor.

Depois, o homem terá então abusado da filha mais nova com recurso à força.

A menor de 14 anos acabaria também por ser institucionalizada, mas ao regressar de novo à residência terá sido de novo vitima das violações.

Posteriormente, terá sido a filha mais velha a denunciar o pai.

A leitura do acórdão ficou marcada para o próximo dia 24.