O homem de 45 anos do Baixo Mondego acusado de pornografia infantil tinha «noção da idade da criança» com quem trocava mensagens, disse uma inspetora da PJ, última testemunha do processo, que foi ouvida no Tribunal de Coimbra esta terça-feira.

A inspetora da Polícia Judiciária (PJ) afirmou que o arguido, que é acusado de oito crimes de pornografia de menores agravada, «tinha noção da idade da menina» - 12 anos -, tendo inclusive pedido «nomes e números de colegas dela da mesma idade ou de idade inferior».

Segundo a testemunha, o homem começou a enviar mensagens em setembro de 2012 a uma menina de 12 anos, a quem «oferecia dinheiro» e ameaçava «que iria instalar-lhe um vírus no telemóvel» com o objetivo «de ter fotografias da criança nua».

Depois de o arguido ter sido «alertado pela mãe» da criança de que «esta era menor», voltou «a enviar duas mensagens», explicou.

A inspetora da PJ contou que o telemóvel do indivíduo foi apreendido, tendo sido feito um exame ao mesmo, em que, «para além de imagens de meninas, algumas entre os cinco e os seis anos e outras adolescentes, havia filmes» envolvendo menores.

Durante as alegações finais, o Ministério Público considerou que «ficou comprovado que o arguido estava ciente de que estava perante uma menor».

Já o advogado de defesa referiu que o arguido «não teria conhecimento de que estaria a contactar uma menor».

O indivíduo é acusado de oito crimes de pornografia de menores agravada, sendo seis por solicitação e obtenção de fotos, um por solicitação e obtenção de um filme e outro por cedência de fotos e filmes a terceiros.

De momento, o arguido encontra-se detido preventivamente no Estabelecimento Prisional de Leiria, por crimes que «não estão à guarda deste processo», informou o seu advogado.

A leitura da sentença ficou marcada para 06 de junho.