O Ministério Público requereu o julgamento, em tribunal coletivo, de uma antiga contratada pelo Instituto Superior Técnico (IST), constituída arguida por supostamente ter causado ao Estado um prejuízo de 16.000 euros, informou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

Segundo a página na internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), a funcionária exerceu funções de apoio ao Centro de Urbanização, Transportes, Vias e Sistemas Urbanos e Regionais (CESUR) e no Departamento de Engenharia Civil (DECivil) do Técnico, onde foi responsável pela gestão de fundos de maneio, coordenação da contabilidade e tesouraria dos diferentes projetos.

Ainda segundo a PGDL, a arguida faria a ligação com os professores do IST envolvidos nos projetos, e ter-se-á apropriado indevidamente de dinheiros públicos, pelo que está acusada do crime de peculato.

Segundo o Ministério Público, a mulher aproveitou-se da confiança ganha no exercício das funções que ocupava para se apropriar de dinheiros provenientes do departamento de engenharia, que se destinavam a integrar os fundos de maneio dos projetos.

A acusação da arguida adianta que esta terá forjado decisões de compra e utilizado indevidamente uma determinada 'password' para pedidos de fundos de maneio em projetos.

Os factos ocorreram entre dezembro de 2011 e agosto de 2012.

A investigação foi dirigida pela 9.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa e executada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária e pela Unidade de Perícia Financeira e Contabilística deste órgão de investigação criminal.