O ministro da Saúde admitiu esta quarta-feira que existe um milhão de portugueses sem médico de família, mas anunciou que os concursos que estão a decorrer deverão resultar num ganho destes profissionais para 500 mil pessoas.

Paulo Macedo, que falava na Comissão Parlamentar de Saúde, afirmou que existem quatro concursos para a contratação de médicos, os quais deverão resultar em mais 500 mil utentes com médico de família até ao final do ano.

Ainda assim, o governante reconheceu que ainda existe um milhão de portugueses sem médico de família, número que ascendia aos dois milhões, segundo as contas de Paulo Macedo.

Segundo o ministro, o défice de médicos de família é maior nas Administrações Regionais de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve, existindo uma cobertura superior a 90 por cento nas outras três regiões.

Nova unidade de saúde no Seixal, «mas não hospital»

O ministro da Saúde admitiu a construção de uma unidade de saúde no Seixal, afastando na hipótese de um novo hospital naquela zona.

Paulo Macedo, que falava na Comissão Parlamentar da Saúde, afirmou que, se fosse construído um novo hospital no Seixal, este nunca iria substituir o de Almada, com todas as especialidades de que este dispõe.

A falta de recursos humanos é uma das razões alancada por Paulo Macedo para a não construção de um novo hospital no Seixal, pelo menos nos próximos três anos.

No entanto, o ministro admitiu a construção de uma unidade de saúde, «mas não um hospital».

Um novo hospital do Seixal tem sido reclamado pelas populações, para quem o Hospital de Almada não apresenta condições de resposta, existindo inclusive uma petição pública com este objetivo.