A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) tem atualmente na região Centro 52 unidades de cuidados continuados e 1.850 camas, disse hoje em Idanha-a-Nova, o ministro da Saúde.

«No distrito de Castelo Branco, existem 11 unidades com mais de 220 camas. Este ano vamos abrir mais uma unidade em Castelo Branco [Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Misericórdia]», referiu Paulo Macedo.

O governante deslocou-se à Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco, para empossar o novo conselho de administração, e a Idanha-a-Nova, onde inaugurou a Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da Misericórdia local.

O ministro explicou que o Governo está a apostar «fortemente» nas áreas da reabilitação e ao mesmo tempo nas UCCI. «Trata-se de uma lacuna que o Governo pretende colmatar de forma sustentada», disse.

Sobre a UCCI de Idanha-a-Nova, que tem uma capacidade de 30 camas para acompanhamentos de média e longa duração, Paulo Macedo explicou que o financiamento do Estado é superior a dois milhões de euros, num investimento total de 2,5 ME.

«A opção do Governo passa claramente pelos UCCI, uma área essencial para os portugueses», concluiu o governante.

Questionado sobre os casos investigados pela Polícia Judiciária Militar (PJM), que visam o desmantelamento de uma rede fraudulenta nos subsistemas públicos da saúde, ADM e na ADSE, o ministro disse que ainda não foi possível reduzir as práticas ilícitas na saúde e que neste momento existem vários casos em investigação.

«Se o Estado foi prejudicado em milhões de euros tem que pedir esse dinheiro de volta», referiu Paulo Macedo adiantando que estas situações surgem porque há um maior controlo, sobretudo eletrónico.

Paulo Macedo sublinhou ainda que o maior controlo atualmente existente permite por a descoberto situações do passado e também do presente, «mas infelizmente ainda existem situações a decorrer».

O ministro recordou também que têm surgido casos «não só de fraude mas de corrupção clara» e realçou a celeridade das autoridades a agirem nestas situações.

«Precisamos continuar a implementar medidas de prevenção e de controlo e de condenação dos atos ilícitos. No passado falávamos de processos disciplinares», sublinhou o governante.

Paulo Macedo recordou que o setor da saúde movimenta mais de oito mil milhões de euros só na parte pública e se aí se juntar a despesa pública e privada, está-se a «falar de quase 15% do PIB (Produto Interno Bruto)».

«É um negócio de milhares de milhões, que tem que ser controlado e onde há uma forte componente de dinheiros públicos», concluiu.