O ministro da Saúde considerou esta sexta-feira o relatório da OCDE sobre o setor como globalmente positivo para Portugal, embora reconheça que há áreas que precisam de mais investimento, como a dos cuidados continuados.

«O que o relatório demonstra é que o Serviço Nacional de Saúde se tem mostrado resiliente, ou seja, os indicadores são globalmente positivos», afirmou Paulo Macedo aos jornalistas, a propósito do documento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado na quinta-feira.

Sublinhando que a diminuição do investimento na área da saúde é comum a todos os países, o ministro lembrou que o documento se reporta a anos do anterior Governo, mas insistiu que o relatório vem provar que «o sistema está a reagir bem», apontando para melhoramentos em Portugal em diversos fatores.

Segundo a OCDE, Portugal gastou menos 2,2% na saúde entre 2009 e 2011, revertendo a tendência de aumento médio entre 2000 e 2009 de 1,8%.

Sobre a área dos cuidados continuados, onde Portugal surge como o segundo país da OCDE em que a despesa é menor, Paulo Macedo assumiu que é necessário mais investimento.

«Nos cuidados continuados teremos de investir bastante mais, quer pelo envelhecimento da população, quer porque há também um conjunto de pessoas mais vulneráveis. Temos feito um forte investimento nestes últimos anos e nos próximos haverá que continuar», afirmou, à margem do Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, que decorre até sábado em Lisboa.

De acordo com o documento da OCDE, a despesa pública portuguesa em cuidados de saúde representa apenas 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), recorda a Lusa.