O ministro da Saúde defendeu que os hospitais públicos vão conhecer ainda este ano uma «mudança radical» com um aumento de capital, já concretizado e superior a 450 milhões de euros.

«É uma mudança radical na Saúde em termos de equilíbrio destes hospitais e da possibilidade de fazerem novas encomendas, de fazer face à lei dos compromissos e da sua postura perante os fornecedores. Isto é uma mudança muito significativa».


O ministro comentava assim à Lusa o despacho assinado na sexta-feira pelos Ministérios da Saúde e das Finanças, de aumento de capital dos hospitais públicos «de norte a sul» do país e que envolve mais de 450 milhões de euros (não relacionados com as verbas do Orçamento do Estado). As verbas começam a ser disponibilizadas ainda este ano.

Paulo Macedo referiu que há hospitais em situações muito difíceis, «designadamente em termos de falência técnica» e que este dinheiro vai permitir a regularização de dívidas, a diminuição do passivo e o equilíbrio da situação financeira.

«É o maior esforço que o Estado faz na área social, em termos da Saúde», afirmou Paulo Macedo, acrescentando que através dele os hospitais «conseguirão apresentar contas mais equilibradas, a gestão poderá ser feita numa base mais sã e sobretudo permite regularizar dívidas a fornecedores, algumas com alguns anos».


O responsável lembrou que os hospitais tinham «um legado bastante negativo», acumulando prejuízos anualmente, que os levou à falência técnica, pelo que «resolver esse legado» faz com que haja uma grande mudança.

Paulo Macedo falava à Agência Lusa depois de participar na festa de Natal da Comunidade Vida e Paz, que este ano, como em anos anteriores, juntou em Lisboa centenas de sem-abrigo e famílias carenciadas.