O ministro da Saúde afirmou esta segunda-feira que as contas do país estão «mais equilibradas», mas que ainda estão longe de «uma situação de acalmia» e que o governo pondera baixar as taxas moderadoras.

Paulo Macedo, que falava aos jornalistas à margem das comemorações, em Lisboa, dos 35 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), reafirmou que a sustentabilidade do SNS ainda não está garantida, apesar da melhoria das contas do país.

«O país está mais equilibrado, mas ainda estamos longe de uma situação de acalmia», disse.

Paulo Macedo recordou que o governo optou por manter o SNS financiado através de impostos, embora pudesse ter optado politicamente por outras fontes de financiamento, como taxas ou outros tipos de receitas.

Sobre a situação atual, o ministro disse que existem duas condições para a sustentabilidade do SNS: o equilíbrio das instituições e das medidas que estas tomem por si (na área do medicamento ou dispositivos médicos, por exemplo) e a saúde financeira do país.

Paulo Macedo confirmou que em 2015 as taxas moderadoras não deverão aumentar e que o Governo está até a equacionar uma redução dos seus valores. «Se houver uma deflação ¿ que não é desejada para a economia ¿ equacionamos baixar o valor das taxas», afirmou.

Questionado sobre se essa redução terá impacto nas contas do SNS, Paulo Macedo disse que não, explicando que «é baixo o impacto das taxas moderadoras no orçamento da saúde».