O ministro da Saúde reafirmou esta sexta-feira, em Vila Real, a escassez de médicos de medicina geral e familiar no país e salientou que o setor precisa da colaboração das autarquias para ajudar a resolver os problemas da área.

Questionado sobre a falta de médicos nos centros e extensões de saúde e sobre a disponibilidade demonstrada pelo autarca de Famalicão para ajudar a pagar algumas despesas, Paulo Macedo referiu que a «saúde precisa da colaboração das câmaras».

«O que nós entendemos é que é absolutamente vital as câmaras darem algum apoio, por exemplo, em termos de transporte, de acesso aos hospitais, temos diversos casos em que isso é absolutamente fundamental. O caso de Loures, do Médio Tejo, e achamos que essas colaborações são necessárias e fazem todo o sentido», afirmou o ministro.

Paulo Macedo referiu ainda que «não é por restrições orçamentais que não há médicos de medicina geral e familiar» e acrescentou que «foram contratados todos os médicos de medicina geral e familiar do país».

«Aqui a questão é a da escassez de médicos, é a de uma inexistência de médicos», afirmou à margem de uma visita ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

O governante recordou as medidas que o ministério está a tomar para resolver o problema, nomeadamente a abertura de concursos para contratar médicos que estejam fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a passagem gradual das 35 para as 40 horas de trabalho por semana e o recurso a clínicos reformados.

Relativamente ao caso do doente de Chaves que sofreu um acidente e teve de percorrer 400 quilómetros até encontrar vaga num serviço de neurologia, em Lisboa, Paulo Macedo disse esperar que as conclusões da Inspeção Geral das Atividades na Saúde possam ser divulgadas «a breve trecho».

Por fim, comentou ainda a notícia divulgada hoje sobre alguns centros de saúde não estarem a cumprir o programa de troca de seringas.

«Hoje em dia temos uma cobertura muito próxima daquilo que tínhamos. Contudo estamos disponíveis ainda para ver se conseguimos melhorar este programa», referiu.

Paulo Macedo fez ainda questão de sublinhar que o número de casos de sida diminuiu novamente em 2013.