O ministro da Saúde anunciou esta segunda-feira que os custos com medicamentos não vão baixar mais e que haverá um aumento de 10% na prevenção da doença, no âmbito das medidas previstas no orçamento para o setor em 2014.

Falando no encerramento de uma conferência sobre o Orçamento do Estado de 2014 para a Saúde, Paulo Macedo explicou que a indústria farmacêutica tem tido uma quebra significativa de margem nos últimos anos, mas simultaneamente foi a época em que mais dinheiro recebeu para pagamento de dívidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Por isso, embora admitindo que possa ainda haver algumas «áreas de intervenção», o ministro garantiu que a industria não sofrerá reduções como tem sofrido até aqui.

«Em termos de custos totais com medicamentos, estamos num limite que não devemos ir abaixo dele», afirmou.

Ainda sobre as dívidas, Paulo Macedo lembrou que as dotações adicionais para a saúde permitiram passar de três mil milhões de euros de dívida em 2011 para cerca de metade (1.500 milhões) no final deste ano.

Sendo a sustentabilidade dos hospitais públicos, vários deles em falência técnica, uma das medidas prioritárias para 2014, o ministro sublinhou que lhes serão perdoados 25 milhões de euros de dívida.

Outra das prioridades para o próximo ano é a prevenção da doença, área em que Paulo Macedo afirma pretender fazer uma «forte aposta».

Lembrando que os custos com a saúde rondam os 8 mil milhões de euros e que «a parte da prevenção é muito pequena», o governante anunciou que está previsto um aumento de 10% no orçamento para prevenção, o que considera ser um «crescimento significativo».

«Não há memória nos últimos anos de termos tido um aumento em prevenção», frisou.

Assim, o orçamento previsto para este ano para a área da prevenção situava-se nos 65 milhões de euros e passará em 2014 para os 72 milhões de euros.

As áreas prioritárias para a prevenção são a diabetes, o VIH/Sida, o controlo do tabagismo, a alimentação saudável, a saúde mental, as doenças oncológicas, as respiratórias, as cérebro-cardiovasculares e o controlo da resistência a antimicrobianos.

Paulo Macedo reforçou ainda que as taxas moderadoras nos cuidados de saúde primários não irão aumentar e sublinhou que estas taxas representam apenas 1% da despesa, reporta a Lusa.