O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, mostrou-se confiante que a situação do sistema judicial irá «normalizar progressivamente», considerando não ter motivos para demitir a ministra Paula Teixeira da Cruz.

«Não vejo nenhuma razão para substituir a senhora ministra da Justiça, a quem o governo e o país deve uma reforma extraordinária que tem vindo a ser feita e que muitos governos não tiveram coragem de fazer», afirmou aos jornalistas, esta sexta-feira, em Sernancelhe.

O governante frisou que está a ser feita uma «grande reforma», da qual o novo mapa judiciário é a fase «fisicamente mais visível».

«Tendo a amplitude que tem é muito natural que possam ocorrer pequenas deficiências e pequenos atrasos. Não há nenhuma grande reforma que se possa fazer sem nenhum elemento de surpresa ou de afinação que precise de ser feita», considerou, acrescentando que quer ele, quer a ministra, teriam preferido que «a base informática tivesse podido responder imediatamente a todas estas alterações».

Passos Coelho admitiu que «houve deficiências que foram assinaladas», mas que, no entanto, «não punham em causa o arranque do mapa judiciário com a plataforma informática (Citius)».

«Houve aqui de facto algumas coisas que não foram antecipadas e de que a senhora ministra da Justiça ou eu próprio não lavamos as mãos. Nós assumimos a responsabilidade», sublinhou.

Segundo o primeiro-ministro, «haverá condições para que os novos processos possam começar a ser tramitados no Citius a partir da próxima semana e que progressivamente nas próximas semanas, comarca a comarca», os problemas sejam ultrapassados.

Passos Coelho considerou importante esclarecer os portugueses que «a justiça está a funcionar, os tribunais estão a funcionar».

«Ninguém ficará impedido de aceder à justiça ou verá prescrito o seu processo por causa destes problemas que estão relacionados com a implementação do nosso mapa judiciário», garantiu.