A Câmara de Guimarães anunciou, esta quinta-feira, que propôs à UNESCO duplicar a sua área classificada como Património Mundial com a inclusão da Zona de Couros, onde era desenvolvida a indústria de curtumes.

“O pedido de inscrição da Zona de Couros na lista indicativa para o alargamento da área classificada já foi entregue na Comissão Nacional da UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura]”, refere a autarquia, em comunicado citado pela Lusa.

Os tanques de Couros, o sistema hídrico e a história do trabalho são, de acordo com a autarquia, os “três elementos essenciais a classificar."

“A proposta considera uma área que integra mais de 15 unidades industriais e uma extensão de tanques de curtimento superior a 4000 metros/quadrados que constituem um conjunto monumental, numa área urbana onde se desenvolveram ao longo de vários séculos manufaturas de curtume”, explica a Câmara de Guimarães.

De acordo com a autarquia, no século X já se desenvolvia naquele espaço aquela atividade produtiva e a “sua história está intrinsecamente ligada à da formação da nacionalidade portuguesa."

“No caso de a candidatura ser bem sucedida, a área de proteção passará a ser cinco vezes superior à atual”, sublinha a Câmara de Guimarães.

O centro histórico de Guimarães foi classificado em 2001 como Património Mundial pela UNESCO.