Algumas dezenas de pessoas receberam, este sábado, em Coimbra, o primeiro-ministro com apupos e exigiram a sua demissão.

Pedro Passos Coelho deslocou-se a Coimbra para presidir à cerimónia de homenagem aos mortos da 1.ª Grande Guerra Mundial.

Os manifestantes envergavam cartazes com comentários como «não há progresso sem conhecimento», «mudar de política e de Governo» ou «respeitar os portugueses exige outro orçamento, outra política, outro governo».

Exibindo cartazes e faixas de organizações sindicais como a União dos Sindicatos de Coimbra e da CGTP/IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses/Intersindical Nacional), do Sindicato dos Professores da Região Centro e da FENPROF (Federação Nacional dos Professores), os manifestantes gritaram ainda palavras de ordem como «quanto mais calados, mais roubados».

Na cerimónia, durante a qual foram lidas mensagens do Presidente da República e do presidente da Liga dos Combatentes, os manifestantes respeitaram o pedido de silêncio, em «respeito para com os camaradas que tombaram» na Grande Guerra, feito pelos organizadores da evocação.

No final, Pedro Passos Coelho e Manuel Machado, presidente da Câmara de Coimbra, descerraram uma placa de «Homenagem aos combatentes pela Pátria» na «evocação do centenário da Grande Guerra», afixada no monumento existente no jardim central da Avenida Sá da Bandeira, dedicado aos combatentes do conflito mundial que decorreu entre 1914 e 1918, junto ao qual teve lugar a cerimónia.

«Falaremos noutra altura, está bem?»

Pedro Passos Coelho escusou-se a falar aos jornalistas por causa do barulho provocado pelos manifestantes que o receberam com apupos naquela cidade.

«Creio que nós não temos condições, dada [a presença] dos nossos amigos da CGTP, para fazer aqui grandes declarações», disse aos jornalistas o chefe do Governo, depois de ter participado na cerimónia evocativa da Grande Guerra.

«Falaremos noutra altura, está bem?», acrescentou Pedro Passos Coelho, quando se dirigia para o carro em que se deslocou até à Avenida Sá da Bandeira, em Coimbra, onde decorreu a cerimónia e onde algumas dezenas de manifestantes o receberam e se despediram dele com apelos de «demissão» e defendendo que «está na hora de o Governo ir embora», entre assobios e apupos.