O primeiro-ministro enalteceu esta quarta-feira o acordo para o estabelecimento da sede global da instituição representativa da Comunidade Ismaelita em Portugal, sublinhando que permitirá estender o apoio desta rede a instituições de investigação portuguesas.

“O passo decisivo hoje dado irá permitir o aprofundamento da cooperação, até agora essencialmente focada na área social, passando, com este acordo, o Imamat Ismaili a apoiar também as instituições portuguesas que se dedicam à investigação de excelência nos mais variados domínios do conhecimento”, afirmou Pedro Passos Coelho na cerimónia de assinatura do acordo.

Na cerimónia que contou também com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete e do príncipe Aga Khan, o primeiro-ministro afirmou estar certo de que as universidades, centros de investigação e investigadores, “que estão cada vez mais abertos ao mundo e melhor integrados na rede universal do conhecimento, saberão rapidamente, em conjunto com a rede Aga Khan para o desenvolvimento e as suas instituições, tirar amplo partido das oportunidades criadas por este acordo”.

“Fiz questão de estar hoje aqui presente, uma vez que se trata de um momento histórico que eleva a um novo patamar a já longa e profícua relação existente entre Portugal e o Imamat Ismaili, refletindo, muito em particular, a importância da comunidade Ismaelita que reside no nosso país e nos países africanos de língua oficial portuguesa”, declarou o primeiro-ministro.

O chefe de Governo assinalou também a ação do príncipe Aga Khan na “promoção de um mundo mais tolerante”, ressalvando que a emergência do fundamentalismo religioso exige “de todos um esforço adicional para a construção de um mundo mais próspero, justo e tolerante”.

“Creio que a escolha de Portugal para albergar a sede global do Imamat Ismaili é também o reconhecimento da partilha desses valores e da capacidade do povo português de promover o diálogo e a tolerância entre povos, culturas e crenças. Aliás, mais do que os aspetos económicos e financeiros que poderão resultar deste acordo, esta escolha vem evidenciar a nossa vocação humanista, a tradição histórica de abertura ao mundo e o cosmopolitismo de Portugal”, destacou o primeiro-ministro.


A assinatura do acordo que permite o estabelecimento da sede global do Imamat Ismaili em Portugal decorreu no Palácio das Necessidades, em Lisboa, contou igualmente com a presença do vice-primeiro-ministro Paulo Portas e do ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares.

O ministro Negócios Estrangeiros, Rui Machete, considerou que a assinatura do acordo que estabelece a sede da comunidade Ismaelita em Portugal constitui um novo impulso para a investigação de alto nível nas universidades e institutos portugueses.

“O acordo hoje assinado representa um novo impulso para a investigação de alto nível que realizamos nas nossas Universidades e instituições de investigação, e dessa forma contribui para o progresso do nosso País”, disse o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (MENE) na cerimónia de assinatura do acordo no Palácio das Necessidades com o líder da Comunidade Ismaili, que tem o título de Aga Khan, e na presença, entre outros responsáveis, do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

Uma nota à imprensa da Rede Aga Khan Para o Desenvolvimento refere que "os Ismailis são uma comunidade Shia etnicamente e linguisticamente diversificada, que reside em vários países do mundo", sendo que Portugal tem uma das maiores concentrações de Muçulmanos Ismailis da Europa.

"O Imamat é a instituição ou gabinete do Imam dos Muçulmanos Shia Ismaili", acrescenta o documento.