pub

Ler a última notícia

Passagens de nível: ao fim de 12 anos há menos 84% de acidentes

Números revelados pela Refer

Por: tvi24 / CLC  |  11- 2- 2012  10: 23

Viatura ligeira abalroada por um comboio na linha do Oeste

Relacionados

Os acidentes em passagens de nível caíram 84 por cento nos últimos 12 anos, anunciou hoje a Refer, que justifica com a eliminação de infra-estruturas, a sua substituição por passagens desniveladas e caminhos alternativos ou o reforço da sua segurança.

De acordo com o balanço da Refer - Rede Ferroviária Nacional, foram eliminadas 1.445 passagens de nível entre 1999 e 2011, registando-se nesse período menos 129 acidentes, dos quais menos 33 mortos.

Em 1999 havia 2.494 passagens de nível, tendo-se verificado 154 acidentes, 37 dos quais mortais.

No ano passado, o número de passagens de nível baixou para 1.049 (menos 58 por cento) e os acidentes para 25, com quatro mortos.

Apesar da quebra verificada, quase metade dos acidentes (10 em 25) continuava a registar-se, em 2011, em passagens devidamente sinalizadas - automatizadas com meias barreiras.

O primeiro ano das estatísticas, 1999, coincide com a nova legislação que proíbe a construção de mais passagens de nível e determina a substituição das de maior risco e a instalação de equipamentos de protecção em função dos tráfegos ferroviário e rodoviário.

A Refer assinala que foi superada a meta fixada, em 2006, de redução de 60 por cento dos acidentes em passagens de nível em 2015, tendo como referência os 72 ocorridos em 2005.

Segundo a empresa pública, que gere as infra-estruturas ferroviárias, quase metade das passagens de nível, 48 por cento, tem protecção: guarda, sinalização sonora e visual e/ou obstáculos.

A Rede Ferroviária Nacional precisa que, nos últimos 12 anos, foram construídas cerca de 540 passagens desniveladas e 745 caminhos alternativos, bem como reforçada a segurança (com equipamentos de protecção) de 652 passagens de nível.

Apesar da descida do número de acidentes, que a Refer atribuiu ainda a campanhas de sensibilização, quase todos (mais de 95 por cento) devem-se, de acordo com a empresa, a «transgressão, imprudência, desrespeito ou incumprimento da sinalização».

A maioria das vítimas, adianta, «são utilizadores regulares destes atravessamentos, que, tantas vezes por hábitos e rotinas, descuram as regras de segurança».

Programação - Semana de 26 de Maio a 1 de Junho

Toda a programação »

Media Capital | Prisa Media Capital Prisa