Os pais da criança que morreu sexta-feira no Parque das Nações, em Lisboa, após ter caído do 21º andar saíram em liberdade do tribunal, mas estão impedidos de sair de Portugal e obrigados a apresentações periódicos numa esquadra da PSP, além do Termo de Identidade e Residência. Pai e mãe foram ouvidos por uma juíza de instrução, que determinou as suas medidas de coação.

O advogado do casal, João Pedro Campos confirmou aos jornalistas que o casal saiu em liberdade, mas com proibição de se ausentar do país e com obrigatoriedade de apresentações periódicas numa esquadra da PSP.

Esperava-se que o interrogatório demorasse mais tempo do que o habitual considerando o facto de os arguidos serem estrangeiros, mas tal não se verificou. Dentro da sala além do Juiz de Instrução Criminal, o Ministério Público e o advogado, esteve também um tradutor de mandarim.

Sendo o casal de nacionalidade chinesa, o perigo de fuga será, certamente, um fator a ter em conta na hora de determinar as medidas de coação.

Recorde-se que o casal de nacionalidade chinesa foi interrogado durante várias horas pela polícia judiciária e ficou detido. O pai e a mãe da menina de cinco anos estão indiciados por um crime de exposição ou abandono agravado. 

O homem pernoitou no Estabelecimento Prisional anexo às instalações da Polícia Judiciária e a mulher foi levada para o Estabelecimento Prisional de Tires.

A criança de cinco anos que caiu do 21 º andar de um prédio no Parque das Nações estava sozinha no apartamento. Os pais estariam no Casino e deram o alerta quando chegaram a casa e não encontraram a menina.