A Federação Nacional dos Professores apelou esta terça-feira para “uma forte participação” dos professores, educadores e investigadores, na concentração agendada para dia 10 pela CGTP, frente ao Parlamento, quando será apresentado o programa do Governo e moções de rejeição.

“É importante estarmos lá todos”, disse à agência Lusa o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, depois de publicar o apelo na página de Internet da federação sindical.

A concentração está marcada para as 15:00 e prolongar-se-á até às votações do programa do governo e das moções de rejeição elaboradas pela oposição.

A estrutura sindical defende a demissão do governo, alegando que não conta com o apoio maioritário do parlamento, pois “perdeu 800.000 votos nas eleições e, em resultado, 25 deputados”.

Os docentes rejeitam políticas desenvolvidas na anterior legislatura pela coligação PSD-CDS/PP, como a delegação de competências do Ministério da Educação nas autarquias, a eliminação de disciplinas no currículo dos alunos, os cortes salariais e de pensões.

O desemprego, a precariedade laboral a que estão sujeitos, a política de concursos e a falta de financiamento do ensino artísticos são outros motivos evocados no apelo à participação dos professores na concentração.

“A mudança de governo é condição absolutamente necessária para que também possam mudar políticas e, assim, resolver problemas concretos com os quais também os professores e, em geral, a Educação se têm debatido”, lê-se no texto publicado esta tarde.


A CGTP anunciou na semana passada a realização de uma concentração junto à Assembleia da República, em Lisboa, para o dia em que serão votadas as moções de rejeição ao Governo já anunciadas.

O programa de Governo será discutido nos dias 09 e 10 de novembro, por decisão da conferência de líderes parlamentares.