A Assembleia da República pediu ao Executivo de António Costa para encontrar uma solução para o espaço Ateneu Comercial de Lisboa, na Rua de Santo Antão, mesmo ao pé do Coliseu ao pé da praça dos Restauradores em Lisboa.

De acordo com uma resolução, publicada hoje em Diário da República, o Parlamento “recomenda ao Governo a salvaguarda do Ateneu Comercial de Lisboa de forma a prosseguir os fins para que foi destinado”.

E vai mais longe neste apelo, que surge na sequência de uma petição. A Assembleia quer que se encontre, “em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa”, uma solução capaz que permita ao Ateneu “manter -se aberto à comunidade, recuperando os fins a que os seus fundadores o destinaram”.

Para que tal possa acontecer, diz a resolução, que se deve proceder “ à classificação do património mobiliário do Ateneu Comercial de Lisboa como património móvel de interesse público, promovendo a sua inventariação e preservação”, ao mesmo tempo que é classificado também o Palacete dos Condes de Povolide, na Rua de Santo Antão, em Lisboa, onde o Ateneu está sedeado.

A Assembleia pede ainda que seja impedida a venda do imóvel e se crie um grupo de trabalho interministerial para “avaliar e estruturar um plano de intervenção com vista à recuperação e estabilidade financeira do Ateneu Comercial de Lisboa, preservando a sua missão cultural de interesse público”.

Em março o Negócios, noticiava que o processo de insolvência do Ateneu Comercial de Lisboa definia a venda do edifício para um fim hoteleiro e que existia uma petição online que pedia a recuperação do edifício para os seus fins originais. Petição que se fez ouvir no Parlamento.

O Ateneu foi fundado em 1880, com uma forte vertente cultural e desportiva, características que perduraram até hoje, apesar da degradação do espaço sedeado no antigo Palacete dos Condes de Povolide que, desde 1985, passou a ser pertencente ao conde de Burnay.

A partir 1926 que o Ateneu foi considerado uma instituição de utilidade pública.