A Índia solicitou a prorrogação, por mais 40 dias, do prazo relativo à extradição do cidadão indiano Paramjeet Singh, detido em dezembro no Algarve, disse à Lusa o advogado de defesa.

O advogado Manuel Luís Ferreira lembrou que o prazo terminava esta segunda-feira, mas que a República da Índia pediu a sua prorrogação, sem adiantar os motivos.

Com este pedido de prorrogação, a data para a República da Índia formalizar o pedido de extradição termina nos últimos dias deste mês, precisou.

Manuel Luís Ferreira acrescentou que não vai estar parado e que hoje mesmo esteve em Portugal um representante dos Direitos Humanos no Reino Unido, para analisar a situação do cidadão indiano.

Em Portugal vai também estar o advogado norte-americano do cidadão indiano assim como um representante dos direitos humanos na Índia, acrescentou o advogado.

A 21 de dezembro último, o Tribunal da Relação de Évora validou e manteve a detenção do cidadão indiano Paramjeet Singh, confirmando a decisão já tomada, quando da sua apresentação ao Tribunal de 1.ª instância.

Paramjeet Singh fica detido em Portugal, no estabelecimento prisional de Beja, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

O alegado separatista indiano Paramjeet Sing, ativista 'sihk' conhecido por Pamma e alegado separatista indiano, foi detido a 18 de dezembro num hotel no Algarve pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ao abrigo de um mandado de detenção internacional para extradição emitido pela Interpol.