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Paramiloidose: medicamento chega ao SNS ao fim de dois anos

Protocolo de utilização vai ser assinado no Hospital de Santo António, no Porto. Ministro da Saúde, Paulo Macedo, vai estar presente

Por: Redacção / CM    |   2012-05-17 09:09

O protocolo de utilização do Tafamidis, medicamento para a paramiloidose, através do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é assinado nesta quinta-feira, no Hospital Santo António, no Porto, pelas 17 horas, numa sessão que conta com a presença do ministro da Saúde, Paulo Macedo.

Na sexta-feira passada, o Infarmed e a Pfizer chegaram a acordo para disponibilizar o tafamidis através do SNS, o que, na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Paramiloidose (APP), Carlos Figueiras, é o fim de «um sofrimento que se prolongou mais de dois anos».

Segundo o dirigente, o fármaco será disponibilizado gratuitamente pelo SNS, através da «Unidade Clínica de Paramiloidose, no Porto, e do Hospital de Santa Maria, em Lisboa», podendo, numa primeira fase, ser «abrangidos 250 doentes».

Para o presidente da APP, este é o fim de um longo processo para tentar introduzir no SNS um medicamento que, «num ensaio clínico realizado em oito centros de excelência em todo o mundo, mostrou 100 por cento de eficácia em 60 por cento dos doentes e uma redução significativa nos restantes 40 por cento».

O medicamento já foi aprovado, em 2011, pela Agência Europeia de Medicamentos e também pela Comissão Europeia e de Portugal, tendo estado a aguardar a luz verde do Governo para que fosse disponibilizado pelo SNS.

Dado o caráter revolucionário do medicamento, países como França, Espanha, Luxemburgo e Itália começaram, há cerca de dois anos, a disponibilizar o Tafamidis aos seus doentes.

Em Portugal, os paramiloidóticos realizaram diversas ações de protesto para sensibilizar o Governo para esta causa.

A paramiloidose, vulgarmente conhecida como a «doença dos pezinhos», é uma doença crónica, neurodegenerativa, progressiva e hereditária, que se manifesta entre os 25 e os 35 anos.

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