A greve dos trabalhadores do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa está a registar uma adesão entre os 80 e os 90%, segundo um dos sindicatos que convocou a paralisação de dois dias, que se iniciou esta segunda-feira.

Fernando Pinto, dirigente do Sindicato da Hotelaria Sul, disse à agência Lusa que, no turno da noite, se registou uma adesão de 90%, com apenas dois trabalhadores “de recibos verdes” ao serviço, além dos serviços mínimos obrigatórios.

No turno da manhã está a registar-se uma adesão próxima dos 80%, adiantou o sindicalista, apontado para dados da globalidade dos trabalhadores, entre enfermeiros, auxiliares, administrativos e trabalhadores da área da farmácia.

Os trabalhadores do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa decretaram greve geral para hoje e terça-feira, em defesa do acordo de empresa e pela integração nesse acordo de todos os profissionais subcontratados.

Os trabalhadores já tinham estado em greve em junho e voltaram à paralisação “face ao impasse demonstrado pela administração” do Hospital, que apresentou a denúncia do acordo de empresa em novembro de 2015, segundo uma nota dos sindicatos.

Os trabalhadores queixam-se ainda de que processo negocial iniciado fevereiro do ano passado não teve qualquer evolução.