O presidente do Conselho de Administração da Bial, Luís Portela, garantiu ter os dados fiscais "completamente regularizados" e não haver nenhuma offshore em seu nome, dos seus filhos ou de empresas do grupo.

De acordo com as notícias relativas aos Papeis do Panamá, Portela controlava a Grandison International Group Corp, uma offshore no Panamá na qual o presidente do conselho de administração da farmacêutica portuguesa assumiu direitos de procuração em 2004, com o poder de movimentar dinheiro e ativos na conta bancária que lhe estava associada.

A empresa que foi citada está encerrada há vários anos, o Luís Portela, os meus filhos, o grupo Bial não têm nenhuma offshore neste momento e temos os nossos dados fiscais completamente regularizados, quer o Luís Portela quer os meus filhos quer as empresas do grupo Bial", garantiu hoje o empresário, em Braga à margem de uma conferência dedicada a ensaios clínicos.

Uma investigação realizada por uma centena de jornais em todo o mundo sobre 11,5 milhões de documentos revelou bens em paraísos fiscais de 140 responsáveis políticos ou personalidades públicas.

O conjunto de documentos, denominados Papéis do Panamá, provém da empresa de advogados panamiana Mossack Fonseca.

Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que reuniu para este trabalho 370 jornalistas de mais de 70 países, mais de 214.000 entidades ‘offshore' estão envolvidas em operações financeiras em mais de 200 países e territórios em todo o mundo.

A partir dos Papéis do Panamá (Panama Papers, em inglês) como já são conhecidos, a investigação refere que milhares de empresas foram criadas em "offshores" e paraísos fiscais para centenas de pessoas administrarem o seu património, entre eles rei da Arábia Saudita, elementos próximos do Presidente russo Vladimir Putin, o presidente da UEFA, Michel Platini, a irmã do rei Juan Carlos e tia do rei Felipe VI de Espanha, Pilar de Borbón.