A diretora do Panteão Nacional mostrou-se agradada com a possível trasladação de Eusébio para o monumento em Lisboa, considerando que todos são bem-vindos ao local onde se «enaltecem os feitos de quem já cá não está».

«Entendo como cidadã que seja uma vontade e esteja muito generalizada, porque Eusébio levou Portugal ao mundo inteiro, e, enquanto diretora, posso dizer que são todos bem-vindos, são todos importantes, desde que entrem aqui, são pessoas extraordinárias e excecionais e por isso tiveram as honras de Panteão», disse à Lusa Isabel Melo.

Para a diretora do monumento, sempre que se fala do Panteão Nacional «é bom», acreditando que as visitas podem aumentar com o facto de se discutir a deposição dos restos mortais do antigo futebolista que faleceu no domingo, aos 71 anos.

«Sempre que se fala do panteão é bom, este é mais um motivo de se falar deste magnífico monumento. Tudo isso leva a crer que, em termos de visitantes, há sempre mais curiosidade de conhecer este monumento único de todos nós», disse Isabel Melo.

A diretora defendeu que o monumento não é «um local de morte, de cemitério», mas antes um local onde se «enaltecem os feitos de quem já cá não está» e onde a «memória das pessoas é preservada».

Segundo Isabel Melo, os visitantes ficam «muito agradados com a descoberta» depois de conhecerem o Panteão Nacional, saindo do monumento com uma «imagem agradável da sua magnificência» de arte barroca.

Isabel Melo explicou ainda que a missão do Panteão Nacional é «preservar e manter vivos» os feitos de quem nele permanece e desvendar o que alguns consideram como um dos segredos mais bem guardados de Lisboa.

«Nós queremos desvendar aquilo que alguns consideram como o segredo mais bem guardado de Lisboa e torná-lo mais notório, porque merece. É um monumento do qual nos podemos orgulhar e há que fomentar esse orgulho», sublinhou.