A Câmara de Ovar começou esta segunda-feira as operações de limpeza na Praia do Furadouro, que deverão demorar dois dias e incluir a construção de uma nova proteção na marginal, depois dos estragos feitos pela forte agitação marítima no domingo.

O presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro, disse à agência Lusa que a nova proteção vai ser construída, «mesmo que o Governo não a pague».

A autarquia destacou cerca de 30 funcionários para a remoção de areias e destroços no local e as pedras do murete destruído pelo mar na madrugada de domingo vão ser agora aplicadas numa nova barreira, disposta ao longo da marginal e reforçada na sua zona central.

«Essa proteção não é da esfera das nossas competências, mas vamos começar a fazê-la mesmo que o Governo não a pague, porque estamos aflitos e não podemos esperar pela autorização de Lisboa», disse Salvador Malheiro à Lusa.

As previsões meteorológicas para os próximos dias são de agitação marítima menos intensa que a registada no fim de semana, mas o autarca defendeu que a intervenção é necessária antes de arrancarem as obras de três milhões de euros prometidas para o local no início de janeiro.

«Sabemos que os projetos estão a avançar e que o Governo tem procedimentos burocráticos a cumprir, mas, se as obras só forem para o terreno na primavera, nós não podemos esperar até lá», avisou Salvador Malheiro.

«Precisávamos das verbas desbloqueadas já», sublinhou.

Além dos trabalhos de defesa contra o avanço do mar, o presidente da Câmara referiu, também, a necessidade de construir uma nova marginal.

«A avenida está toda destruída», explicou, acrescentando que «não faz sentido fazer uma reparação agora, mas, mais para a frente é preciso pensar numa avenida nova e só para isso serão precisos uns milhões de euros».