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PJ devolve 300 peças de ouro aos donos

Foram furtados em residências portuguesas em 2008 e 2009

Por: tvi24 / CLC    |   2012-05-03 08:29

Cerca de 300 objetos em ouro furtados em residências portuguesas em 2008 e 2009 foram identificados pelos donos durante a operação de reconhecimento das peças realizada na semana passada na diretoria de Lisboa da PJ.

Numa nota enviada à agência Lusa, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Antero Luís, indica que cerca de mil pessoas se deslocaram, nos dias 24, 26 e 27 de abril, às instalações da diretoria de Lisboa da Polícia Judiciária para reconhecerem presencialmente as cerca de 2.500 peças em ouro furtadas em residências portuguesas e recuperadas pela polícia espanhola.

Num primeiro balanço, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna refere que foram realizados «44 reconhecimentos inequívocos, a que correspondeu a entrega de cerca de 300 objetos em ouro».

Anteriormente já tinham sido identificadas 196 pessoas que provaram, através de fotografias ou da Internet, que eram donas das peças em ouro.

A nota do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna adianta que foram realizados reconhecimentos que não foram acompanhados de qualquer prova, número que ainda não foi contabilizado, e que agora vão ser apreciados pela autoridade judiciária espanhola, que vai decidir sobre a entrega dos objetos reconhecidos.

Os objetos não reconhecidos já regressaram a Espanha e permanecem apreendidos à ordem do processo espanhol até decisão judicial sobre os reconhecimentos, sublinha, ressalvando que não existem ainda dados completos sobre todo o processo.

Na semana passada, os portugueses vítimas de assaltos a residência, entre junho de 2008 e junho de 2009, tiveram a oportunidade de reconhecer presencialmente as peças em ouro furtadas nas instalações da diretoria de Lisboa da PJ.

As cerca de 2.500 peças em ouro, que representam 20 quilos, foram recuperadas em 2009 pela polícia espanhola na sequência do desmantelamento de uma rede criminosa, suspeita da prática de vários furtos em habitações na Península Ibérica.

Da operação, intitulada «Jugoslávia», resultou a detenção de 54 pessoas e apreensão de uma grande quantidade de joias e artigos em ouro, a maior parte furtada em Portugal.

As autoridades portuguesas e espanholas desencadearam várias diligências no sentido de os portugueses recuperarem os artigos furtados, tendo sido feito um levantamento de processos em que estivessem em causa assaltos a residências com furto de objetos de ouro em Portugal.

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