A Associação dos Comerciantes do Porto (ACP) anunciou hoje que pretende pedir uma reunião ao ministro da Administração Interna e às autoridades policiais e camarárias da cidade, depois do assalto de sábado na rua de Santa Catarina.

Em comunicado assinado pelo presidente da ACP, Nuno Camilo, a associação refere a sua intenção de pedir reuniões de trabalho ao ministro Miguel Macedo, ao Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP) do Porto e ao Conselho Municipal de Segurança «para abordar medidas de combate à criminalidade».

A ACP, que ressalva considerar o assalto à ourivesaria na manhã de sábado como um «ato isolado», recorda que «hoje existem espalhadas pela cidade esquadras da PSP que têm exclusivamente funções administrativas, o que significa que os agentes que estão no seu interior não podem deslocar-se ao exterior para responder a qualquer ocorrência».

«Em 2010, foi lançado pela Associação dos Comerciantes do Porto e pelo Governo Civil do Porto um projeto intitulado comércio seguro. Esta parceria disponibilizou dois novos veículos, nomeadamente dois carros elétricos e 16 agentes da PSP para apoio à atividade comercial. Defendemos a sua continuação, bem como o reforço de novos recursos logísticos e humanos para um projeto similar», acrescenta aquela entidade, que pede, também, um reforço de agentes policiais na cidade.

Nuno Camilo sublinha, ainda, ser «necessária uma urgente regulamentação legislativa relativa aos guardas noturnos», apelando à «profissionalização da atividade bem como uma verdadeira autoridade de forma a combater a criminalidade».

Uma ourivesaria na rua de Santa Catarina, no Porto, foi assaltada, a meio da manhã de sábado, por quatro indivíduos com uma arma de fogo e pés-de-cabra, sem causar feridos.

O assalto teve lugar pelas 10:50 na principal rua de comércio da cidade do Porto, enquanto a loja estava aberta, tendo sido «bastante rápido».