Por: Redacção / CP | 25- 7- 2011 9: 11
O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) admitiu à Lusa que os atentados
na Noruega deverão levar a um aumento da vigilância também em Portugal devido ao perigo de imitações.
«Pode haver
imitações - as chamadas copycats - e portanto é conveniente ter em atenção, apesar de megalómanas, as declarações»
do alegado autor dos atentados na Noruega, explicou José Manuel Anes.
Apesar de sublinhar que o documento escrito
pelo suspeito dos atentados, Anders Breivik - no qual referencia vários alvos de futuros ataques, incluindo em Portugal - é «algo de megalómano», o presidente do OSCOT considera que os níveis de
segurança devem aumentar nos próximos tempos.
«A segurança nesses alvos já existe, porque é um conjunto de infra-estruturas
críticas que estão referenciadas pelo conselho de segurança nacional», afirmou.
No entanto, referiu, «pode efectivamente
haver um pequeno reforço» da vigilância, porque «perante um acto destes, que é uma coisa horrorosa e bárbara, há indivíduos
que acham muito bem e têm tendência a imitar».
Por isso, as autoridades vão «reforçar a vigilância, sobretudo
em relação a sites, blogues, Facebook, porque é aí que se podem antever alguns acontecimentos», avançou.
O reforço
deve ser feito em «cooperação internacional das polícias» e para o qual «os serviços de informação são decisivos», adiantou
José Manuel Anes, explicando que essa cooperação não deve ser feita só a nível europeu, mas também com os Estados Unidos,
já que o alegado autor dos atentados «participava em grupos de discussão com alguns grupos extremistas de direita norte-americanos».
Para
o presidente do OSCOT, uma das questões preocupantes neste caso é o facto de o alegado autor dos atentados se assumir como
templário.
«Há um pequeno conjunto de neo-templários americanos que tem dito que é preciso passar à acção e pegar
em armas contra a jihad silenciosa, isto é, a imigração. E é neste universo que ele se tem movimentado», sublinhou.
«Penso
que o tanto o FBI como as polícias europeias, sobretudo a inglesa e a alemã, já estão há muito tempo atentas, mas agora deve
haver uma cooperação internacional para se detectar alguma movimentação mais perigosa», concluiu.
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