O bastonário da Ordem dos Médicos vê com muita preocupação os números divulgados pelo Tribunal de Contas relativos ao Serviço Nacional de Saúde.

José Manuel Silva diz que «não está só em causa a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, mas também a sustentabilidade do país».

O Tribunal de Contas revelou que o buraco do Serviço Nacional da Saúde era até 2011 de mais de 6 mil milhões de euros. Só naquele ano, o prejuízo foi de 412 milhões de euros. O tribunal avisa que naquele ano disparou o endividamento, as dívidas a fornecedores e caiu a pique a capacidade do sistema de saúde para se financiar.

O documento agora conhecido deixa um aviso: o impacto nas contas nacionais só não é maior porque o sector empresarial não está incluído nas contas, o que esconde a verdadeira dimensão do défice.

A auditoria às contas do Serviço Nacional de Saúde de 2011 começa com um aviso do tribunal. Há «incorrecções» nos números reportados pela administração central dos serviços de saúde e muitas das contas não estavam sequer «adequadamente suportadas».

Por isso, em quase todos os itens o tribunal encontrou resultados piores. No operacional: um resultado negativo de 383,9 milhões. No líquido: 412,2 milhões. A divergência de contas torna-se gigantesca no que diz respeito ao passivo do SNS: 6 mil 395 milhões de euros. Uma dívida superior em quase 2 mil milhões do que aquela que foi reportada pela administração.