Os 12 suspeitos de mais 35 assaltos a residências no Minho e Douro Litoral detidos na quarta-feira, pela PSP do Porto e Braga, usavam descodificadores para abrir cofres e fechaduras eletrónicas, revelou aquela força policial.

 

O comissário da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto Afonso Sousa, em declarações aos jornalistas, salientou que o grupo estava «fortemente» organizado porque planeava bem os assaltos e vigiava, numa viatura equipada, os proprietários das casas ou lojas comerciais durante dias.

 

Aos alegados assaltantes, com idades entre os 25 e 73 anos, a PSP apreendeu mais de 3.000 euros, 174 gramas de haxixe, cinco carros, um deles de vigilância fixa, kits de gazuas para abrir fechaduras, descodificadores, ferramentas, objetos de arrombamento, computadores, televisões, armas, walkie-talkies, gorros e luvas.

 

Esta investigação iniciou-se em março de 2013 e culminou, na quarta-feira, com a realização de 20 buscas domiciliárias e seis não domiciliárias em Barcelos, Braga, Gaia, Guimarães e Porto.

 

«Os suspeitos estudavam muito bem as situações, observando os locais e as rotinas das pessoas e aproveitam a melhor oportunidade, nomeadamente quando os proprietários não estavam em casa, para realizar o furto», disse Afonso Sousa.

 

Além de apartamentos e vivendas, os suspeitos assaltavam estabelecimentos comerciais e juntas de freguesia, provocando «elevados prejuízos» aos proprietários.

 

A operação, realizada pela PSP do Porto e Braga, envolveu cerca de 100 agentes e decorreu «sem incidentes», frisou.

 

Os arguidos, indiciados pelo crime de furto, posse de arma ilegal e droga, vão ser presentes ainda esta quinta-feira ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.

 

«Alguns deles [suspeitos] já são conhecidos pela prática de ilícitos, tendo já cadastro», salientou.